Resenha: Ponte do Medo - Taylor Adams

 
Sinopse - Três meses atrás, Cambry, a irmã gêmea de Lena, dirigiu até uma ponte remota e saltou 60 metros para a morte. Pelo menos, essa é a versão oficial da polícia. Então, Lena pega a estrada, dirigindo o carro da irmã, munida de um gravador, determinada a descobrir o que realmente aconteceu, para entrevistar o policial no local onde ele encontrou o corpo de Cambry. O cabo Raymond aceita encontrar Lena. Ele é simpático, franco e profissional. Mas sua história não parece se encaixar. Registros de ligações da irmã para a polícia e mensagens cortadas com partes reveladoras desenham algo mais complexo. Lena fará de tudo para revelar a verdade. Mas, conforme vai descobrindo mais detalhes, a busca se transforma em uma luta pela própria sobrevivência – pois colocará à prova tudo o que ela achava que sabia sobre a irmã e sobre si mesma. Amazon

 Lena Nguyen é uma jovem de 24 de idade que está em uma missão: descobrir a verdade sobre a morte de sua irmã gêmea Cambry. Segundo a polícia, Cambry cometeu suicídio na Ponte do Grampo, na cidade de Magna Springs, Montana, um local supostamente mal-assombrado. Para Lena, nada faz sentido.

“No horror da queda livre, por algum tempo você deixa de ser quem é, de agir como sempre agiu. Você sai em buscas de explicações, por mais absurdas que sejam. Essas explicações podem ser mitos, conspirações criminosas, qualquer coisa que dê sentido ao que não tem sentido. Qualquer resposta, qualquer coisa é melhor do que nada.” (p. 15)

Sim, Cambry era um espírito livre, vivia no seu carro e viajando, tinha uma mente artística, e havia se distanciado da família, mas de maneira alguma iria cometer suicídio. Elas tinham arraigado em suas mentes a crença de sua mãe católica, que condenava tal ato.

Então, cabe a Lena descobrir o que aconteceu. E para isso ela precisa se encontrar com o policial rodoviário Raymond R. Raycevic, o oficial que encontrou o corpo de Cambry. O que o leitor não faz ideia, é que ao testemunhar esse encontro, irá se deparar com a crueldade humana encarnada.

“Isso parecia um erro, de alguma forma. Lena balançou a cabeça numa negativa, e o mundo oscilou. Por um vertiginoso instante, ela se sentiu nauseada.” (p. 183)

A premissa do livro é genial. Uma jovem, aparentemente ingênua e enlutada, está desesperada por um encerramento e pela busca da verdade sobre o que realmente aconteceu com sua gêmea. Mas quem é Lena e por que ela acredita que sozinha pode fazer o que a polícia não conseguiu?

A narrativa alterna entre o encontro de Lena e Raymond, as postagens de Lena em seu blog, e os últimos momentos de Cambry. Essa alternância permite uma narrativa mais dinâmica, e a cada hora que se passa e nos aproximamos da morte de Cambry, somos levados a uma revelação bombástica que pode mudar tudo.

Lena é uma caixinha de surpresas. A cada etapa da sua “investigação” conhecemos uma nova nuance de sua personalidade. Ela alterna entre momentos de extrema vulnerabilidade e outros em que é simplesmente f#da (não tenho adjetivos para esses momentos).

Uma leitura rápida e irresistível, com um padrão de excelência da Faro Editorial!

“O patrulheiro rodoviário sai do carro e deixa a porta aberta. Enquanto ele se aproxima do Corolla, emoldurado pelo crepúsculo, alguns detalhes chamam a atenção. Seu uniforme cáqui não está abotoado por completo, e a camisa está para fora da calça. A pele à vista está queimada de sol. Um binóculo balança numa corda presa em torno do pescoço.” (p. 31)

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